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domingo, 9 de setembro de 2018
LUZ DIVINA
Foi uma sensação muito estranha e ao mesmo tempo engraçada.
Eu estava voltando para casa após feriado de 07 de Setembro, cantarolando no carro, admirando a rodovia. Sim, eu adoro dirigir na rodovia e admirar o por do sol no fim da tarde, as cores se misturando no céu, o cheiro de algodão... Esse emaranhado de luz, cores, aromas e sensações me deixa muito feliz, traz-me uma energia boa e gostosa.
Mas antes de tudo, é importante voltarmos à adolescência.
Quando eu tinha por volta de 14 ou 15 anos eu recordo-me de falar sozinha por muitas e muitas vezes. Eu ria, gritava e gargalhava sozinha. O motivo? Extrema felicidade, colocava os pensamentos no lugar, planejava o fim de semana com as amigas, lembrava de pequenas coisas que me faziam bem e ria, simplesmente ria. Era um riso intenso, vinha de dentro, do âmago... Era um riso puro. Era um momento de introspecção, de autoconhecimento; era um momento meu.
Os anos foram se passando e a correria do dia-a-dia, os afazeres do mundo adulto, o aumento da responsabilidade, entre coisas coisas, contribuíram para que as prioridades fossem outras e então eu deixei de lado esses momentos puros e introspectivos. Hoje, 20 anos depois, após episódio de muita dor, de um período de luto e agora de renascimento, essa felicidade retoma e com ela, aquele sorriso que brota da alma e vem à face, a manifestação da felicidade pura real também retoma.
Entretanto, revisitando a adolescência e pensando nas sensações atuais, não me recordo de nada parecido. Não me recordo de ter sentido esse turbilhão de emoções antes.
A música era um solo de violão acústico, eu simplesmente cantava desafinada, mas com a alegria de quem canta com a alma. Eu estava sorrindo, rindo, cantando e de repente, a emoção toma conta de mim e me vejo em prantos, as lágrimas caem sem controle, sem motivo aparente, sem justificativa alguma, sem explicação... Naquele momento senti alguns arrepios e um ápice de felicidade
Era a simplesmente a Luz Divida. Eu senti ali a Presença do Pai, que me protege, me guia e me orienta. E vivi a Magnitude da Presença de Deus
=)
terça-feira, 17 de julho de 2018
DE OUTRAS VIDAS
Passava-se das 21h de uma despretensiosa noite de um verão qualquer, o telefone toca.
- Oi, tudo bem?
- Tudo e vc? Como foi o futebol?
- Oi tia, eu sou o Léo. Onde você mora?
Naquele instante, ao ouvir aquela voz as pernas bambearam, perdi o chão, tudo fico preto... com as mãos, senti a parede, encostei e fui deslizando até sentar-me no chão. A emoção tomou conta de mim e não consegui conter-me.
- Desculpas, ele pegou o celular. Ele quis falar, ele quer conhecer você. Você poderia vir vê-lo.
- Está tarde. Ele precisa descansar. Não vou sair de casa agora...
- Venha. Ele quer te ver e eu também. Venha. Fique um pouco. Logo ele dorme.
Troquei rapidamente de roupa e fui
No caminho, enquanto dirigia, muitas coisas iam passando pela minha cabeça. Era uma situação nova, não sabia como lidar, estava ansiosa, temia pela reação dele, queria ser aceita. Muitas dúvidas e ao mesmo tempo, meu coração palpitava de amor por aquela voz doce e meiga que havia ouvido minutos atrás.
Quando o vi, foi paixão à primeira vista
Era um menino encantador, doce, carinhoso, tímido e desconfiado. Muitas vezes só me observava. Pouco a pouco fui ganhando espaço, conquistando a sua confiança, fui entrando no seu mundo... e ele fazendo parte do meu.
O tempo passou... Anos depois avisto-o apenas de longe. É como se o tempo não tivesse passado. O amor é o mesmo, o carinho maternal é o mesmo. O calafrio que senti a primeira vez que nos falamos é o mesmo...
São encontros da vida
São encontros de outra vida
É amor construído.
É missão cumprida.
É aprendizado concluído
=)
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terça-feira, 20 de janeiro de 2015
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