quarta-feira, 3 de abril de 2013

Soul



"Seduza minha mente e você pode ter meu corpo; encontre minha alma e eu serei seu para sempre." 

quarta-feira, 27 de março de 2013

Mulheres

"Mulheres gostam de verdades, mas não acreditarão fielmente de que seu celular estava sem bateria, de que seus amigos gostam dela ou de que sua ex-namorada não significa mais nada para você. 
Mulheres têm olhos angelicais e diabólicos, ambos funcionarão com você, te levarão ao céu ou ao inferno. 
Mulheres são fieis aos sentimentos e não a um simples estado civil. Apesar de não assumirem, mulheres gostam de ser cuidadas, mesmo que elas estejam gripadas.
Mulheres gostam de cavalheirismos e sacanagens, rosas e tapas, ambos têm seus momentos. Mulheres gostam de ouvir palavras doces, mas não se surpreenda se ela gostar muito mais do silêncio que o brilho dos seus olhos oferece ao vê-la chegar. 
Mulheres não gostam de homens que falam demais, nem dos que ouvem de menos. 
Mulheres gostam de perfumes, ciúmes e gargalhadas. Mas odeiam cócegas. Cócegas a deixam vulneráveis. 
Mulheres são mães e filhas. Mas nunca a trate como se você fosse seu pai. Mulheres gostam de igualdade. Aceite que a mulher que te acompanha é o sonho de consumo de vários outros por aí - nunca se esqueça disso!"

Via Tayane Manelcci Trautwein

segunda-feira, 25 de março de 2013

DESEJO



Ver sol bater à janela na manhã de outono,
as folhas ruindo à brisa da manhã,
seu sorriso ao meu lado,
seu calor junto ao meu corpo,
seu perfume em minha pele...
...você



=)


terça-feira, 19 de março de 2013

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

A força do acaso


Tem gente que acredita em destino. Eu acredito que é o acaso quem rege a nossa existência de forma quase absoluta. 
Penso no encontro acidental dos nossos pais, no desejo que poderia não ter surgido entre eles, no espermatozóide que chegou à frente de milhões de outros na corrida mais importante das nossas vidas. Quanto disso foi planejado? Nada, assim como costumam ser acidentais os nossos próprios encontros amorosos, a concepção dos nossos filhos e as circunstâncias imprevistas que nos levam a fazer amigos importantes, escolher carreira e definir a cidade onde iremos morar. 
O imprevisto invade a nossa vida enquanto no debruçamos cheios de planos sobre o calendário do ano que vem. 
Acho o acaso tão importante que defendo que ele deveria ser incorporado aos nossos critérios de eleição afetiva. Não adianta observar os candidatos a parceiros apenas em situações controladas, como se o amor fosse um experimento de laboratório. Se o sujeito a convidou para jantar, teve três dias para arranjar as coisas e aparece (cheiroso e bem vestido) com uma rosa vermelha e reservas para o bistrô mais concorrido da cidade, ponto para ele por Organização & Método – mas isso não deveria encerrar o período de observação. 
Para saber quem realmente é o cara, melhor seria estar com ele na noite em que o pneu do carro furasse na Marginal. Ele respira fundo, sorri para você e desce para resolver o assunto ou, tudo ao contrário, se põe a dizer palavrões em voz baixa e reclamar que não deveria ter saído de casa – culpando você, indiretamente, pelo contratempo? 
Qualquer mulher pode ser encantadora num fim de semana de outono no Rio de Janeiro em que não haja uma brisa fora de lugar, mas como ela reage quando a companhia aérea perde as malas e vocês ficam com a roupa do corpo em Buenos Aires, num frio de 11 graus? Eu gostaria de saber essas coisas antes de me apaixonar.  
Se o futuro pudesse ser desenhado numa planilha Excel, o melhor a fazer por si mesmo seria conquistar a analista de sistemas mais atraente da empresa e fazer dela a mulher da sua vida, mas nós sabemos que as coisas não são tão simples. Num mundo dominado pelo acaso, é importante ter ao seu lado alguém capaz de lidar com os imprevistos e as frustrações, porque eles vão se repetir o tempo inteiro. Planejar não é suficiente para ser feliz.  
Quando o inesperado se intromete e atrapalha os nossos planos, então testamos o nosso temperamento e o de quem nos acompanha – além de uma coisinha de enorme importância chamada compatibilidade.  
Sexta-feira passada eu tentei ir à praia. Reservei pousada, abasteci o carro e caí na estrada com a mulher, no horário em que o trânsito arrefece em São Paulo. Tudo planejado. Quatro horas depois, estava no pé da Serra do Mar metido no maior congestionamento da minha vida, com a chuva caindo torrencialmente, água subindo e o rádio contando histórias de morte e quedas de barreira. Depois de momentos de quase pânico, decidimos sair da estrada e procurar refúgio em Cubatão, uma das cidades menos turísticas do mundo ocidental. 
Rodamos pelas ruas semi-alagadas e desertas, batendo à porta dos poucos hotéis, todos muito simples e totalmente tomados pelos refugiados da estrada. Ao final, fomos acolhidos no Lopes, que fica em frente à delegacia da cidade. De início não havia vagas, mas permitiram gentilmente que passássemos a noite no sofá da recepção, protegidos da chuva, das enchentes e dos ladrões que agem nos congestionamentos. Nas circunstâncias, estava ótimo. Duas horas depois, surgiu algo ainda melhor – um sujeito que alugara a suíte do Lopes para uma farra na madrugada não apareceu, e nós herdamos as acomodações. Com sauna, hidromassagem, TV a cabo e meio ar condicionado. Um luxo. 
Ali passamos um longo fim de semana. Houve passeios a pé, compras no comércio alagado da cidade, pizza de brócolis com catupiry e uma sessão de cinema no complexo do Parque Anilina. Vimos o novo filme do Bruce Willis, dublado. Eu gostei, minha mulher disse que não iria comentar. Voltamos a São Paulo às 6 da manhã de domingo, quando a estrada reabriu. Nós havíamos sobrevivido, e o casamento também.

Eu consigo pensar em meia dúzia de mulheres com quem essa mesma situação teria virado um pesadelo. Posso ver uma delas reclamando e me recriminando até que eu perdesse a cabeça e fosse parar algemado na delegacia em frente ao hotel, depois de um acesso de loucura. Sou capaz de enxergar uma outra, sentada à beira da cama, empurrando para trás os cabelões e dizendo para a amiga no celular: “Cubatão, você acredita? Cubatão... Não, o carro dele não passa na enchente. Lembra que ele acha os jipões ridículos? Pois é”. Essa conversa não aconteceria dessa forma porque não houve sinal da TIM em Cubatão no fim de semana, mas a cena é totalmente plausível.

Não estou aqui fazendo críticas a certos tipos de pessoas. Acho, na verdade, que a culpa pelo clima detestável que se cria durante as crises não é de cada uma das partes, mas da interação ruim entre elas, a tal da compatibilidade. Diante do mesmo perrengue, mas em outra companhia, a pessoa funcionaria bem. É uma questão de quantidade de afeto e de respeito, claro, mas é também uma questão de afinidade. Se os modos do outro o irritam normalmente, isso não vai melhorar sob a pressão de uma crise. Quando a crise acontece, portanto, é um bom momento para observar seus sentimentos: você tem vontade de proteger o outro, fica feliz por ele estar ali, ou gostaria, do fundo do coração, que ele e o seu jeito professoral desaparecessem e você pudesse chamar um amigo querido? É importante saber.

Da minha parte, fico feliz por ter passado pelo teste de Cubatão. Ela reforçou minha convicção de que a vida, embora tenha de ser planejada no dia a dia, é, essencialmente, algo sobre o qual eu não tenho controle. Só posso me assegurar, precariamente, que quando o acaso tomar as rédeas eu tenha ao meu lado alguém capaz de rir comigo, de me dar conforto e de oferecer aquilo que homens e mulheres têm oferecido uns aos outros por milhares de anos – uma pequena chama de afeto capaz de iluminar os nossos corações cheios de medo e de aflição.

Ivan Martins


=)


quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Frase do dia

“Pensamento claro se torna escrita clara: um não existe sem o outro” 
(Willian Zinsser)


=)

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Amores difusos

E lá estou eu navegando, navegando e navegando...
Resolvi compartilhar um texto de Ivan Martins, publicado hoje, 16/01/2013, no site da Revista Época


Não é preciso ser moderno para perceber que a nossa vida comporta amores simultâneos. Podem ser paixões dilacerantes e sombrias, como nos filmes, ou pode ser algo mais suave – um sentimento de atração que, mesmo não consumado, faz da vida um lugar melhor para os envolvidos. 


Todos conhecem esse tipo de sentimento. 
Há gente que nós temos vontade de ver todos os dias, cuja presença nos deixa naturalmente mais alegres. Temos prazer enorme em abraçar gente assim e a conversa com elas é mais íntima, mais fácil, mais interessante. Uma alma destituída de malícia diria que isso é amizade, mas eu tenho certeza que se trata de uma forma de erotismo – sem posse, sem dor, sem pressa, mas é desejo que resiste ao tempo. Essa não é uma forma de definir o amor? 
A principal qualidade dessa sensação é ser plural.
Não nos sentimos enamorados de todo mundo, mas tampouco temos esse tipo de apego por uma única pessoa. São várias. Pode ser a ex-namorada do colégio, a amiga da faculdade, a prima. Pode ser a garota da livraria ou a moça do bandejão que virou sua amiga. A lista não será grande, mas é uma pena, porque se trata de um sentimento bom. Não é gostoso ficar feliz quando toca o telefone? 
Você não sai transando com essas pessoas, embora pudesse fazê-lo. Você não sofre por essas pessoas, embora possa ter acontecido. Essa relação navega entre o encantamento e a amizade, tem um pouco das duas, e fica a centímetros de se tornar inteiramente uma delas. Movemo-nos entre sutilezas.  

O que você faz com alguém que ama difusamente é ter momentos de troca e carinho, que carregam uma ponta secreta de expectativa. Se um dia você bebe demais e diz sinceridades comovidas, ela pode rir, beijar você ou ficar brava e mandar que se comporte – mas tudo seguirá como antes. Nessa relação há espaço para ser você mesmo. 
Os amores difusos fazem parte da esfera de sentimentos que começa na pessoa que você escolheu e vai se expandindo num círculo para incluir outras pessoas de quem você precisa. Família, amigos, amores. Nenhum casal é uma ilha. Ao redor do compromisso que mantém duas pessoas ligadas há uma vasta teia de ligações, com diferentes graus de densidade, que vinculam o casal ao mundo. Os amores difusos são uma parte especialmente delicada dessa teia. 
Isso nada tem a ver com relações abertas, porém. 

Admitir a existência de carinho e desejo fora da sua relação amorosa é apenas uma manifestação de sanidade. Tentar viver todas essas sensações é uma besteira. Criar arranjos matrimoniais que acomodem esses múltiplos sentimentos é ainda mais fútil. A melhor solução para quem deseja correr atrás de todos os seus desejos não é um namoro ou um casamento aberto. É estar sozinho. Assim se conquista total liberdade, sem culpas ou constrangimentos. 
Ando convencido que a nossa vida afetiva tem uma espécie de centro e que nele só cabe uma pessoa de cada vez. As nossas grandes aventura emocionais, a nossa verdadeira história íntima, são escritas ao redor dessa exclusividade. Pode ser uma paixão que não deu certo ou um casamento fabuloso de 20 anos, mas continua sendo uma narrativa entre duas pessoas. O resto é tumulto.

Os amores difusos pertencem a outra esfera, e por isso não colidem.

Eles são menos viscerais, mais leves, nos lembram que podemos experimentar diferentes alegrias na mesma existência. Sugerem que o grande amor romântico – esse que nos devora vivos, ou nos envolve suave como um lençol de linho – é apenas uma das experiências do afeto. Há outras, essenciais. Elas preenchem a existência com outra espécie de luz, igualmente necessária para mostrar nosso caminho.

=)

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Intimidade

Bom dia!!!!
Ano novo começando e eu só tenho que agradecer a Papai do Céu pelo bom ano que foi 2012.
Só tenho a agradecer pelo meu trabalho, pela minha saúde, pela minha familia, pelos meus amigos.
E agradecer o belo ano que vem nascendo!
Desejo a todos, um 2013 repleto de muita paz, saúde e prosperidade!

=)

E nas minhas andanças pela web, achei esse texto e resolvi compartilhar
Gostei bastante da sutileza das palavras e delicadeza com se que trata de um assunto que nos parece tão corriqueiro... intimidade.
Destaco ainda a frase que mais me chamou atenção:

"Intimidade é reconhecer o significado do silêncio e da quietude de quem se ama."

O texto é de Ricardo Coiro e foi extraído daqui



Segunda-feira chuvosa em São Paulo. Trânsito caótico. Estava afogado em um imenso e interminável maremoto de carros, ônibus, caminhões e todo tipo de obstáculo capaz de fazer com que eu perdesse a sessão de cinema, para a qual eu rumava naquele dia cinza. O expediente também não havia sido nada bom. Tinha suado sangue para cumprir os prazos impostos pelo cliente e adivinha? Depois que entreguei o pedido, descobri que aquilo era somente para próxima semana. E mais, naquela manhã, derrubei quase um litro de café fervendo em cima do meu saco, ou seja, além de fritar minhas amadas bolas, ainda passei o dia inteiro ouvindo piadinhas bobas, feitas pelos meus colegas de trabalho. Eles diziam: “O Ricardinho ficou menstruado, virou mocinha”. Enfim, tudo conspirava pra que meu dia fechasse com chave de merda. Morreria de ataque cardíaco no trânsito, sem chance de realizar meu último pedido, que era obviamente sair dali de helicóptero.
Logo que ela entrou no meu carro, inteiramente linda e cheirando o mais aromático dos xampus, ela olhou pra mim e, graças ao poder da intimidade verdadeira, reconheceu o estresse estampado em minha testa e, sem que eu precisasse dizer uma palavra ou sair na mão com algum motoboy na rua, ela me fez a mais aliviante das propostas: disse que não estava a fim de ir ao cinema e sugeriu que subíssemos e víssemos um DVD ali mesmo, na casa dela. Sem filas, sem estacionamento lotado, sem esperas. Ela cedeu, fingiu não querer sair e mais: se dispôs a deixar aquele vestido lindo, recém-colocado de lado, e trocou-o por qualquer pano velho. Palmas para a tecla SAP mais importante dos relacionamentos: a tal intimidade.
Ao contrário do que muitos simplistas pensam, intimidade é muito mais do que ficar pelado e não ter vergonha de balançar o pau mole na frente da amada. Intimidade é reconhecer o significado do silêncio e da quietude de quem se ama. É olhar para o lado e saber que ela precisa de um abraço urgente ou que necessita apenas que você se afaste e a deixe só. Intimidade é saber a hora de manter o toque naquele mágico ponto e ser capaz de fazer isso, graças ao timbre do gemido dela e à contração contínua daquela coxa que você aprendeu a observar intimamente. Intimidade é conseguir adentrá-la, sem que ela precise abrir a porta ou mandar convite escrito em formais letras douradas. Intimidade, de verdade, é o sexto sentido que os laços precisam para um atar suave e de menos atrito. É uma junção harmônica de cores distintas. Intimidade não nasce com o casal e assim como nas artes marciais, precisa ser conquistada com muito treino, dedicação, mistura de suor e principalmente, atenção aos sinais cotidianos emitidos por quem se ama. Digo mais, intimidade não tem nada a ver com fazer cocô de porta aberta, pois mesmo em um casal, com intimidade adquirida, sempre haverá momentos de individualidade e esses deverão ser preservados e respeitados.
Não pense que é fácil ser faixa preta nessa tal intimidade. Nem ache que para isso basta o despudor ou a coragem para conter-lhe seus segredos mais obscuros, isso não é intimidade. Para ser íntimo de alguém, você precisa manter os olhos bem abertos e só assim entenderá qual tipo de sorriso ela soltará de acordo com cada peculiar situação. É mais que isso – para atingir essa sintonia verdadeira, você precisa manter os ouvidos iguais aos de seu cão. Não basta fingir que está ouvindo e pensar na morte da bezerra, enquanto ela fala com você. Deve-se escutar cada palavrinha e, só assim, perceberá os desabafos implícitos no discurso despretensioso dela. Se quiser intimidade, precisa estar realmente encostado nela, não apenas penetrado, no sentido sexual, mas de pele colada, de mãos dadas, de nariz roçando, pois só assim será capaz de entender do que ela tem medo e fará isso apenas devido ao sutil apertar dos dedos dela em sua mão.
Intimidade é estar apto a ler os sinais mais complexos do outro. É saber fazer um pedido de casamento utilizando apenas uma simples piscada e tornar-se capaz de compreender o bê-á-bá escrito pelos sorrisos de quem se ama.