RELAÇÕES HUMANAS

quarta-feira, 5 de maio de 2010

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E como são complexas as relações humanas...
Quem as consegue compreender? Quem as vive em sua plenitude sem se importar com o que as pessoas vão pensar, como irão ver, se é que vão entender?
São conceitos, aliás, são os preconceitos que engessam nossos sentimentos, que censuram nossos atos, que nos tacham e nos condenam.
Feliz a pureza da criança, que com sua inocência e curiosidade, aprende vivenciando que colocar o dedo na tomada dói; que correr parece divertido, mas ao cair, machucará o joelhinho; que um beijo da mamãe sara tudo e que o abraço espontâneo é a forma mais sincera de carinho.
O tempo passa...
Crescemos e aprendemos... desaprendemos...
Desaprendemos a amar e as formas de expressão nos escapam entre os dedos; desaprendemos a tolerância e o respeito ao próximo; desaprendemos a importância das relações humanas e que o homem é um animal que vive na coletividade.
Aprendemos a viver em nosso mundo e as nossas preocupações estão focadas em apenas nos proteger.
Proteger do quê? De quem? Por quê?
E a partir do o excesso de “proteção” cria-se uma rígida carapaça e nos tornamos sozinhos e mais individualistas. Somos filhos da sociedade do “eu me basto”, entretanto ficamos aflitos e sem reação quando um tal “amor” nos bate à porta. E as dúvidas ecoam pelas noites em claro:
- e agora, o que fazer?
- como reagir?
- como não me machucar?
- o que fazer?
- arrisco um envolvimento?
- será que vai dar certo?
BaH BaH BaH! Deixe de lado as neuroses da vida moderna.
Permita-se!
Envolva-se!
Viva!
Abra seu coração (e sua mente) para as relações humanas.
Entregue-se de alma limpa e cara lavada.
A vida é cíclica e a cada ciclo, um aprendizado e um novo recomeço.


=)

2 comentários:

A Palavra Mágica disse...

Tatha,

"A vida é cíclica e a cada ciclo, um aprendizado e um novo recomeço."

Se às vezes parece que vivemos as mesmas situações é porque ainda não aprendemos tudo o que deveríamos ter aprendido. É uma nova chance.

Para quem vê as coisas "de fora" é muito mais fácil.

Escrevi este poema para uma amiga na faculdade e acho que ele cabe nesse meu comentário.

Exílio

É hora de sair de casa
E conhecer os mesmos perigos:
Chegar perto do fogo,
Ser consumidada por ele
Ou ficar longe, chorando sozinha,
Morrendo de frio.
Se tem água ou não no rio
Isso é um mero detalhe.
Morrer no seco ou afogada
Faz parte da sua escolha.
O importante é a emoção do mergulho
E o que até hoje não te matou
Certamente te deixa mais forte.
Sua ferida não é para ficar escondida.
Está aí para ser curada.
Não há médico lá fora
O remédio está aí dentro.
Todo mundo quer chegar no final,
Você não é todo mundo.
Por isso, depois de cruzar a linha
Dê mais um passo
Pelo simples prazer de ir mais longe.
É hora de voltar para casa.
Dê mais um passo...
Chega mais perto
E seja feliz!

Beijos!
Alcides

_TaTHa_ disse...

Alcides

E quão dificil é o aprendizado, não é mesmo. Cá estamos e precisamos tropeçar várias vezes na mesma pedra até mudarmos o comportamento.

Acho que perdemos um pouco da "emoção do mergulho" justamente com medo de expor a ferida, alias, com medo da própria ferida. E dar mais um passo, é sempre uma escolha complicada.