Por que eu vivo procurando um motivo de viver,
Se a vida às vezes parece de mim esquecer?
Procuro em todas, mas todas não são você.
Eu quero apenas viver, se não for para mim, que seja pra você.
Mas às vezes você parece me ignorar,
Sem nem ao menos me olhar,
Me machucando pra valer.
Atrás dos meus sonhos eu vou correr.
Eu vou me achar, pra mais tarde em você me perder.
Se a vida dá presente pra cada um, o meu, cadê?
Será que esse mundo tem jeito?
Esse mundo cheio de preconceito.
Quando estou só, preso na minha solidão,
Juntando pedaços de mim que caíam ao chão,
Juro que às vezes nem ao menos sei, quem sou.
Talvez eu seja um tolo, que acredita num sonho.
Na procura de te esquecer, eu fiz brotar a flor.
Para carregar junto ao peito,
E crer que esse mundo ainda tem jeito.
E como príncipe sonhador...
Sou um tolo que acredita, ainda, no amor.'
Acabei de receber um e-mail com esse texto.
No corpo do e-mail, além do poema, a seguinte descrição:
PRÍNCIPE POETA (Alexandre Lemos - APAE)
Este poema foi escrito por um aluno da APAE, chamado, pela sociedade, de excepcional. Excepcional é a sua sensibilidade! Ele tem 28 anos, com idade mental de 15 e se uma pessoa assim acredita tanto no amor, por quê as que se dizem normais não acreditam?
Não tinha como não postar aqui... por váaaaarios motivos
1. pq o texto é bom
2. pq o cara é sensivel mesmo e merece ter o material divulgado
3. pq todo mundo deveria acreditar mais nos sentimentos, ser mais humano e menos capitalista... mas enfim... vamo que vamo...
Lugar de pensamentos, poesias, contos e afins. Espaço para os amigos e para os sonhadores
quinta-feira, 28 de agosto de 2008
sexta-feira, 22 de agosto de 2008
Virgem (Culto ao Amor)
Se acaso tiveres medo
E achares que ainda é cedo
Espererei um tempo infinito
Pra desvendar o teu segredo.
Quando eu transpuser a fronteira
Quero que sejas a primeira
A misturar em riso e grito
Coisas que só nós saberemos.
E quando tudo for depois
Descansaremos ouvindo anjos
A abençoar nós dois.
E achares que ainda é cedo
Espererei um tempo infinito
Pra desvendar o teu segredo.
Quando eu transpuser a fronteira
Quero que sejas a primeira
A misturar em riso e grito
Coisas que só nós saberemos.
E quando tudo for depois
Descansaremos ouvindo anjos
A abençoar nós dois.
sexta-feira, 15 de agosto de 2008
A palavra certa
Rimar a palavra amor com dor,
Flor ou qualquer cor
Todo poeta sabe fazer.
Aproximar o tempo do vento
É parte do nosso ofício.
Difícil é rimar pessoas com sentimentos
Como este que agora trago
E que nem sei como explicar.
Um olhar,
Uma palavra
Que pra não perder o encanto
Eu não quero pronunciar.
E agora cá estou
Buscando desesperadamente
Uma palavra diferente
Para rimar com o que estou sentindo.
Estou certo desse momento
Não quero que isso anoiteça
E por incrível que pareça
Sem conseguir palavra que rima
O que sinto por você
É forte... é intenso... é puro... é amor!
Flor ou qualquer cor
Todo poeta sabe fazer.
Aproximar o tempo do vento
É parte do nosso ofício.
Difícil é rimar pessoas com sentimentos
Como este que agora trago
E que nem sei como explicar.
Um olhar,
Uma palavra
Que pra não perder o encanto
Eu não quero pronunciar.
E agora cá estou
Buscando desesperadamente
Uma palavra diferente
Para rimar com o que estou sentindo.
Estou certo desse momento
Não quero que isso anoiteça
E por incrível que pareça
Sem conseguir palavra que rima
O que sinto por você
É forte... é intenso... é puro... é amor!
quarta-feira, 13 de agosto de 2008
Medo de amar
Sei que você tentou se esconder
Quando eu precisei de você
Levei tanto tempo pra te encontrar
Como é que eu posso te perder assim?
Não vou deixar que os meus sentimentos
Se percam no silêncio.
Desde o começo eu já sabia
Que isso não poderia durar
Lutar por você eu não queria
Fiquei esperando o tempo passar...
Pouca coisa aconteceu,
Agora você me diz adeus
E eu o que faço
Com o coração aos pedaços?
Preciso encontrar uma forma segura
De perder esse medo de amar
Eu não quero cometer a loucura
De te perder sem te ganhar.
Será que você está sentindo
Sentindo um vazio ao me deixar
Eu vou fingir que estou sorrindo
Ficar esperando o tempo passar.
Pouca coisa aconteceu,
Agora você me diz adeus
E eu o que faço
Com o coração aos pedaços?
Música composta em 1988 para denunciar uma dor, que hoje é só cicatriz. "Dei mais sorte com a Beatriz"
Quando eu precisei de você
Levei tanto tempo pra te encontrar
Como é que eu posso te perder assim?
Não vou deixar que os meus sentimentos
Se percam no silêncio.
Desde o começo eu já sabia
Que isso não poderia durar
Lutar por você eu não queria
Fiquei esperando o tempo passar...
Pouca coisa aconteceu,
Agora você me diz adeus
E eu o que faço
Com o coração aos pedaços?
Preciso encontrar uma forma segura
De perder esse medo de amar
Eu não quero cometer a loucura
De te perder sem te ganhar.
Será que você está sentindo
Sentindo um vazio ao me deixar
Eu vou fingir que estou sorrindo
Ficar esperando o tempo passar.
Pouca coisa aconteceu,
Agora você me diz adeus
E eu o que faço
Com o coração aos pedaços?
Música composta em 1988 para denunciar uma dor, que hoje é só cicatriz. "Dei mais sorte com a Beatriz"
terça-feira, 12 de agosto de 2008
O OURO E A PRATA
Mais um texto para um anúncio.
O cliente? Z&Z Folheados.
O Ouro e a Prata
Ele, dourado como os raios de sol
Ela, branca como a luz da lua
Ele, forte, imortal e requintado
Ela, pura, misteriosa e reluzente
Ambos, maleáveis como coração de mãe
E valiosos como a sua infância.
Coleção Fragmentos da Vida
Z&Z Folheados
O MELHOR disso tudo?
Receber a aprovação do cliente sustentada por um elogiozinho báaaaasico, neh
"Parabéns, já pode escrever um livro de poesias.
Aprovado.
Odair
O cliente? Z&Z Folheados.
O Ouro e a Prata
Ele, dourado como os raios de sol
Ela, branca como a luz da lua
Ele, forte, imortal e requintado
Ela, pura, misteriosa e reluzente
Ambos, maleáveis como coração de mãe
E valiosos como a sua infância.
Coleção Fragmentos da Vida
Z&Z Folheados
O MELHOR disso tudo?
Receber a aprovação do cliente sustentada por um elogiozinho báaaaasico, neh
"Parabéns, já pode escrever um livro de poesias.
Aprovado.
Odair
domingo, 10 de agosto de 2008
terça-feira, 5 de agosto de 2008
MODA E MATERIAIS
sábado, 2 de agosto de 2008
Mel Agonia - Estações
Ainda há folhas no chão.
Faz frio
E aqui no apartamento,
Vazio.
O que era suspiro e sussurro
Agora é soluço e lamento.
Hoje não veio o sol
Nenhum pássaro imitando o rouxinol
A chuva forte lá fora
Me faz sentir confortável
Meu coração, no entanto chora.
Ouço no rádio uma velha canção:
“Eu já sei que qualquer dia tudo vai dançar,
Mas a fonte da saudade nem o tempo vai secar.”
Mas eu nem sei se isso é saudade!
Acho que é só melancolia,
Talvez doença de estação.
Sei que além do oceano é verão.
Vou querer amar de novo
Isso aprendi e não vou esquecer
Eu só preciso estar lá
Com ou sem você...
Faz frio
E aqui no apartamento,
Vazio.
O que era suspiro e sussurro
Agora é soluço e lamento.
Hoje não veio o sol
Nenhum pássaro imitando o rouxinol
A chuva forte lá fora
Me faz sentir confortável
Meu coração, no entanto chora.
Ouço no rádio uma velha canção:
“Eu já sei que qualquer dia tudo vai dançar,
Mas a fonte da saudade nem o tempo vai secar.”
Mas eu nem sei se isso é saudade!
Acho que é só melancolia,
Talvez doença de estação.
Sei que além do oceano é verão.
Vou querer amar de novo
Isso aprendi e não vou esquecer
Eu só preciso estar lá
Com ou sem você...
quinta-feira, 31 de julho de 2008
Classe Média
(Composição: Max Gonzaga)
Sou classe média
Papagaio de todo telejornal
Eu acredito
Na imparcialidade da revista semanal
Sou classe média
Compro roupa e gasolina no cartão
Odeio “coletivos”
E vou de carro que comprei a prestação
Só pago impostos
Estou sempre no limite do meu cheque especial
Eu viajo pouco, no máximo um pacote cvc tri-anual
Mais eu “to nem ai”
Se o traficante é quem manda na favela
Eu não “to nem aqui”
Se morre gente ou tem enchente em Itaquera
Eu quero é que se exploda a periferia toda
Mas fico indignado com o Estado quando sou incomodado
Pelo pedinte esfomeado que me estende a mão
O pára-brisa ensaboado
É camelo, biju com bala
E as peripécias do artista malabarista do farol
Mas se o assalto é em Moema
O assassinato é no “Jardins”
E a filha do executivo é estuprada até o fim
Ai a mídia manifesta a sua opinião regressa
De implantar pena de morte, ou reduzir a idade penal
E eu que sou bem informado concordo e faço passeata
Enquanto aumenta a audiência e a tiragem do jornal
Porque eu não “to nem ai”
Se o traficante é quem manda na favela
Eu não “to nem aqui”
Se morre gente ou tem enchente em Itaquera
Eu quero é que se exploda a periferia toda
Toda tragédia só me importa quando bate em minha porta
Porque é mais fácil condenar quem já cumpre pena de vida
Este texto é uma música do Max Gonzaga e é a continuação do meu comentário, feito no blog "De Lua". Conforme o prometido para a Flávia, aí está a classe média "cansada" de ver certas coisas.
Sou classe média
Papagaio de todo telejornal
Eu acredito
Na imparcialidade da revista semanal
Sou classe média
Compro roupa e gasolina no cartão
Odeio “coletivos”
E vou de carro que comprei a prestação
Só pago impostos
Estou sempre no limite do meu cheque especial
Eu viajo pouco, no máximo um pacote cvc tri-anual
Mais eu “to nem ai”
Se o traficante é quem manda na favela
Eu não “to nem aqui”
Se morre gente ou tem enchente em Itaquera
Eu quero é que se exploda a periferia toda
Mas fico indignado com o Estado quando sou incomodado
Pelo pedinte esfomeado que me estende a mão
O pára-brisa ensaboado
É camelo, biju com bala
E as peripécias do artista malabarista do farol
Mas se o assalto é em Moema
O assassinato é no “Jardins”
E a filha do executivo é estuprada até o fim
Ai a mídia manifesta a sua opinião regressa
De implantar pena de morte, ou reduzir a idade penal
E eu que sou bem informado concordo e faço passeata
Enquanto aumenta a audiência e a tiragem do jornal
Porque eu não “to nem ai”
Se o traficante é quem manda na favela
Eu não “to nem aqui”
Se morre gente ou tem enchente em Itaquera
Eu quero é que se exploda a periferia toda
Toda tragédia só me importa quando bate em minha porta
Porque é mais fácil condenar quem já cumpre pena de vida
Este texto é uma música do Max Gonzaga e é a continuação do meu comentário, feito no blog "De Lua". Conforme o prometido para a Flávia, aí está a classe média "cansada" de ver certas coisas.
quarta-feira, 30 de julho de 2008
Paciência

Paciência, meu bem.
Calma. Paciência.
Mansidão, temperança, lucidez.
Você me pede calma, meu bem.
Eu espero.
Eu espero ficarmos no mesmo tempo. Desaceleramento.
Descanso, paz.
Paz. Paciência
Para ver, para entender. Para assentar.
Para o líquido parar de girar no copo, para a flor brotar, para o filho crescer.
Para a nuvem se formar e a chuva cair,
Para a massa fermentar, para a época da fruta da estação,
Para chegar a estação.
Para aprender a andar, falar, escrever
Paciência.
Para obter a cura,
Para sarar da gripe, da enxaqueca, da maldade.
Para a sanidade.
Para ganhar o abraço, sentir o respiro
Para saber-se gente e saber o outro
Paciência.
Paz, paciência, lucidez, calmaria. Temperança e bem.
Calma. Paciência.
Mansidão, temperança, lucidez.
Você me pede calma, meu bem.
Eu espero.
Eu espero ficarmos no mesmo tempo. Desaceleramento.
Descanso, paz.
Paz. Paciência
Para ver, para entender. Para assentar.
Para o líquido parar de girar no copo, para a flor brotar, para o filho crescer.
Para a nuvem se formar e a chuva cair,
Para a massa fermentar, para a época da fruta da estação,
Para chegar a estação.
Para aprender a andar, falar, escrever
Paciência.
Para obter a cura,
Para sarar da gripe, da enxaqueca, da maldade.
Para a sanidade.
Para ganhar o abraço, sentir o respiro
Para saber-se gente e saber o outro
Paciência.
Paz, paciência, lucidez, calmaria. Temperança e bem.
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