Final Feliz

domingo, 13 de julho de 2008

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Sob o quente sol de verão
A sua pele ardia
E as batidas fortes do coração
Há muito tempo não sentia.

Tinha tanta coisa para oferecer:
A cabeça cheia de fantasias,
Mas suas mãos
Estavam vazias.

Um dia ela se aproximou
E disse a ele o que sentia
Cortou as raízes do medo
E contou todo o segredo.

Ele, com voz insegura,
Disse que sentia o mesmo
E que vivendo a esmo
Estava à beira da loucura.

Saíram então abraçados
Com os corações sem cicatrizes
Eram tão apaixonados
Que para sempre foram felizes.

5 comentários:

Flávia Fabri Cesário disse...

Que lindo Alcides!!!
Quebrar a barreira do medo nem sempre é fácil.
O amor muitas vezes é a força que rompe todos os obstáculos!!! Vale a pena!
Beijos!

Cris disse...

"Quebrar as barreiras do medo" foi a frase de peso aí. Medo, medo, medo...ter medo é mesmo um saco. Empata a vida da gente. Olha aí, os dois foram super felizes, sem o raio do medo! "Ela disse o que sentia" - que exposição! Que risco! Ela foi bem corajosa mesmo.
Amar exige mesmo coragem! Que coisa isso!...

Outra coisa, notei que quem tomou a iniciativa foi ela. Interessante!...isso quebra os padrões românticos.

Mto bom!

_TaTHa_ disse...

"Que para sempre foram felizes"

Isso me soa conto de fadas... "viveram felizes para sempre" e a realidade dos relacionamentos naum eh mais essa. Ou eh e eu to incredula?
Enfim... o texto como sempre muito rico em sentimentos. Eu penetro nas personagens
TOP

Bjo
=)

Alcides disse...

Flávia,

Vale a pena mesmo!
Sou prova disso.

Cris,

Já te escrevi isso na faculdade, talvez você não de lembre. É uma música cantada pelo Beto Guedes que diz: "O medo de amar é o medo de ser livre"
Concordo com você: "Amar exige mesmo coragem"

Tatha,

Você tem razão no que diz. Mas se trocarmos os relacionamentos por cumplicidade, acho que as coisas ficam bem mais fáceis. Porque vai soar como algo feito a dois, não dois fazendo algo (relacionando-se).
Um dia, há muitos e muitos anos atrás, reencontrei uma amiga (Adriana) e ela perguntou o que eu achava dela se declarar para o (Paulo), um amigo de escola.
Ela era tímida e eu disse para não ter medo.Li a declaração antes dele.
Escrevi este poema quando eles começaram a namorar. Em 1993 recebi o convite de casamento.
"E quem irá dizer que existe razão..."
"C'est la vie!"

Beijos a vocês!
Alcides

Lunatiquices disse...

Tão lindo essa poesia...felicidade precisa de coragem? As vezes, né? Beijocas!