O meu lugar nessa história

quarta-feira, 7 de maio de 2008

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Ponha-se no seu lugar - disse ela irritada com a situação. Na verdade ela nunca esperou que ele lhe invadisse o espaço e roubasse um beijo.
Enquanto ele se recuperava da mordida que tomara na língua ela perguntou:
- Por que você fez isso?
- Por que você deixou?
- Não deixei!
- Então por que demorou para me morder?
- Porque eu não quis te machucar.
Aí ele investiu.
- Também não quero te machucar. Acho que a coisa está ficando séria.
- Que coisa?
- Sei lá, acho que estou gostando de você!
Ela espantada - Não sei o que dizer.
- Não diga nada, deixa eu te fazer feliz.
- Mas quem disse que eu estou triste?
- Está bom, acho que me expressei mal:
- Me faz feliz.
- E por acaso você é triste?
- Sem você, sim.
- Vai dar uma de romântico agora?
- Não é romance, é sentimento!
- É, posso pensar no seu caso...
- E aí, já pensou?
- Em dois segundos?
- Em um, uma bomba explode.
- Ok, vou te dar uma chance.
E os beijos foram longos, as conversas ao pé do ouvido.
Tudo isso aconteceu na mesa ao lado e eu ali, me sentindo quase derrotado, sentindo uma ponta de inveja, tendo como companhia o cigarro, a bebida e o celular.

2 comentários:

Cris disse...

"O meu lugar nessa história"...que tÍtulo bárbaro! Pelo "ponha-se no seu lugar" e também porque o narrador é o expectador e, afinal, qual é o lugar do expectador, especialmente quando já houve a catarse, ele já se identificou, já quer ser parte do contexto -por uma pontinha de inveja (boa)?
Esse diálogo bem familiar: a frescurinha da moça ao resistir de forma infantil, fazendo charminho, às investidas do rapaz!
Muito bom!!
Sobre o expectador ainda, ele deixa um "q" de big brother na história: sempre somos observados. E, falando de laços familiares, a sogra, ou a mãe, ou a cunhada - estão sempre com os olhos voltados ao ao casal!
Assim são as relações humanas!

Lunatiquices disse...

Estou morta de inveja..ui, ui...rs...Beijocas!