Reencontro

sexta-feira, 16 de maio de 2008

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Foi desconcertante vê-la tão perto, depois de tanto tempo. O coração palpitava.
As palavras giravam em minha cabeça como bolas num globo de bingo. Mas não vinha nenhuma que fizesse sentido para começar um assunto.
Então ficamos apenas nos olhando.
Havia marcas em seu rosto.
Notei que seus olhos subiram a linha dos meus e ficaram surpresos ao ver alguns cabelos brancos.
Quando enfim ela perguntou - Como vai?- notei que sua voz já não era aguda. Também seu corpo não era tão perfeito.
Ela já não tinha os oito anos de quando a conheci, nem os quinze de quando nos separamos.
Agora, depois dos anos passados, sei que era platônico, mas sei que era amor.
Despedimo-nos e o antigo desejo de beijo e abraço ficou suspenso num breve aperto de mãos...

3 comentários:

_TaTHa_ disse...

Como sempre seus textos exprimem perfeitamente as sensações, criam a atmosfera do eventos e nos trasnportam imediamtente ao cenário.
Não sei se é porque já vive situações parecidas, mas me senti exatamente nesse txto
Muito bom!
Boa semana
Bjo
=)

Flávia Fabri Cesário disse...

Amores platônicos sempre nos pregam peças... mas, como fugir deles? Podemos viver vários deles ou apenas um, não importa. O certo é que eles nos deixam profundas marcas, frustrações, saudades...
Um beijo!

Lunatiquices disse...

A síndrome do amor platônico misturado à timidez...tanto que queremos falar e não conseguimos... Difícil de falar, fácil de escrever, admirando ao ler, surpreendo-se ao compreender. Beijocas