Proibido

quarta-feira, 30 de abril de 2008

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Não havia guia
Na rua em que eu seguia.
Não havia placa de mão
Ou contramão.
Não havia carro parado
Nem o povo apressado.
Só havia noite.
Cão faminto, correndo por um labirinto,
Vendo luzes de neon.
Brilho dos teus olhos
Que sempre gritavam:
NÃO!

3 comentários:

Cris disse...

nossa! parece a descrição dos instantes precedentes a um estupro! Esse "NÃO" em maiúsculas deu um tom de pavor. Numa rua erma onde só passava um cão - FAMINTO ainda por cima...

tensão total!

Alcides disse...

Nossa digo eu!

Bela interpretação.Eu não tinha notado isso.Escrevi esse poema em um minuto.Trabalhava no 11º andar, no Itaim Bibi, um amigo me mostrou duas mulheres bonitas na calçada. Quer dizer, nem sei se eram bonitas mesmo.Uso óculos, como você sabe, mas a distância era muito grande. Aí eu falei para o companheiro -Para de sonhar e vamos trabalhar, isso é proibido rsrs. Era umas 10 da manhã e a rua estava super cheia.

Sua interpretação da cena e tensão ficaram perfeitas.

Um beijo, Cris!

Alcides

Lunatiquices disse...

O comentário da sua amiga veio bem a calhar...não é mesmo o que parece? rs...